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Assumindo a Responsa

Depois de alguns dias ausente por falta de tempo aguda, minhas observações nesse post são objetivas. O Título já resume tudo, mas como sou da classe de sangue azul dos bateras, escreverei numa perspectiva mais dentro do universo das panelas.

Dennis-Chambers

Em primeiro lugar, nunca é demais lembrar, o tempo da música, e a manutenção dele, é de responsabilidade do batera. Sobre isso, digo que um guitarrista ou um tecladista…. ou qualquer outro instrumentista da banda pode acabar provocando uma “quebra” na música no que se refere a tempo, porém se a música perde o andamento, a responsabilidade é do batera.

Se a música deve dar uma crescida em determinado trecho, ou ficar mais pianinho, a responsabilidade (pelo menos 99%) da condução dessa transição é do batera.

Se a música precisa de um suingue diferenciado, ou uma marcação mais reta e pesada numa linha bem Rock… é responsa do batera também.

Não vou dizer que os demais entes da banda não tem essas responsabilidades, mas o batera precisa ter na cabeça que ele é o “costa larga” da banda. Não dá pra fugir da responsa e se esconder atrás dos tambores, precisa assumir a parada!

Se preparar bastante, estar sempre seguro do que precisa fazer no palco em cada uma das partes de cada uma das músicas, e quando não rolar segurança total, pelo menos conduzir com segurança para que todos entendam o caminho que você está traçando na batera e assim todos caminhem juntos. É como um maestro mesmo. Tem que ter a consciência que a batera dentro da banda é muitas vezes um farol, uma espécie de referência pra que todos saibam exatamente onde estão.

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Quer molezinha? Vai jogar Guitar Hero man!!! Sentou na batera tem que assumir a responsa!

Paz!

Victor Slave
Victor Slave

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Marco Minnemann

Marco Minnemann

Conheci esse batera (não pessoalmente) através de um vídeo divulgado pelo Dream Theater onde eles buscavam um novo batera. O monstro Mike Portnoy havia deixado o barco e eles resolveram escolher um substituto através de uma bem bolada audição [veja aqui] . Fizeram convites formais e até bem interessantes (no melhor estilo Mortal Kombat … os fortes entenderão), e enviaram a 7 dos maiores bateristas do mundo, segundo eles, claro. participaram das audições Aquiles Priester, Peter Wildoer, Marco Minnemann, Virgil Donati, Derek Roddy, Mike Mangini e Thomas Lang.

Confira aqui os vídeos da audição completa:
Parte 1

Parte 2

Parte 3

Mangini acabou sendo o escolhido, mas ficou numa “final” com Marco Minemann, que havia sido o MEU preferido. Fiquei realmente encantado com o estilo e o desenvolvimento dele na bateria e isso me levou a pesquisar e baixar materiais dele. Aos que o querem conhecer melhor vai aí um pouco sobre essa fera das panelas.

Marco Minnemann

Marco Minneman é um batera nascido na Alemanha em 1970, que começou na música através do piano aos 6 anos. Com onze ele já estudava guitarra e bateria. Essa diversidade o permitiu utilizar-se de vários braços da música de diversas formas diferente, fazendo dele um músico quase completo.

Aos 19 anos partiu pra Munique, que era um centro melhor, onde ele conheceu e tocou com uma porção de gente e desenvolveu a fama de ser extremamente técnico e sensível, musicalmente falando. à partir daí os trabalhos aumentaram. Turnês, Workshops, participações em eventos… chegou a figurar no Top 10 entre os batera do mundo.

Tocou com músicos renomados ao redor do mundo como Paul Gilbert, Eddie Jobson, Steven Wilson, Trey Gunn, Kreator, Necrophagist, Adrian Belew, Nena, Udo Lindenberg, Mike Keneally, Andy Partridge, FFW, Gianna Nannini, The Buddy Rich Big Band e outros.

1042_15977_largeTrabalhou duro na criação de métodos de estudo e prática da batera escrevendo o premiadíssimo “Extreme Interdependence” e o DVD “Extreme Drumming”. Capa de revistas especializadas em música e bateria em todo o mundo, Minnemann figurou na Modern Drummer de Agosto de 2012 sob a pauta de “virtuosidade e musicalidade[artigo/entrevista que postarei em breve aqui… inclusive atualizo aqui com o link lá no final do post!].\

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Atualmente, Minnemann vem investindo no projeto intrumental “Aristocrats” juntamente com Bryan Beller e Guthrie Govan.
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Um cara que vale a pena “seguir” … buscar vídeos, artigos … eu pelo menos só encontrei coisa boa até agora! Recomendo! E pra deixar vocês com o gostinho, vai ai um vídeo aperitivo!

 

Victor Slave
Victor Slave

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REC

Aqui estou eu! Voltando de 15 dias de descanso, longe da correria da cidade. Pra abrir 2013, vou escrever algo sobre a primeira coisa que fiz na batera em 2013: GRAVAÇÃO!

drum recordingEntrar num estúdio pra gravar é bem diferente que fazê-lo para ensaiar. A rotina da gravação carrega consigo algumas peculiaridades que fazem toda a diferença. A começar pela montagem da bateria, posicionamento dos microfones e timbragem dos tambores bem como a  regulagens dos microfones, tudo é muito mais cuidadoso e detalhado que uma simples sessão de ensaio.

Pra começar, um batera deve carregar consigo algumas propriedades/ferramentas pra que tudo dê certo e se conclua da melhor forma possível.

  1. Você deve saber o que fazer na música que você vai gravar. Não dá pra chegar no estúdio e ficar “compondo” a linha de bateria da música. Então ensaios pré-gravação são de extrema importância pra se definir isso. Se for necessário faça anotações… o que nos leva ao próximo tópico;
  2. Aprendar a ler. É bom estudar partitura, porque é muito mais completa e universal, mas se não quer ir na partitura, você deve dar um jeito de anotar, fazer observações sobre entradas, saídas, paradas, solos, alterações, etc… Enquanto você está gravando, as anotação vão refrescando a memória!;
  3. Você deve definir o seu setup. O que usar, onde usar, quando usar e em que posição montar as peças do seu kit. Isso interfere diretamente não só na otimização da montagem e do tempo de gravação, como também no conforto do batera durante a gravação;
  4. É importante dominar o instrumento no que se refere, por exemplo, a afinação. É de extrema importância que você saiba o que fazer para melhorar frequencias e até chegar em timbres diferenciados para momentos específicos no que será gravado;
  5. Intimidade com o metrônomo. É algo que muitos não dão tanta importância… até entrar no estúdio de gravação e se deparar com a situação. A bateria geralmente é o primeiro instrumento a ser gravado, então não se pode abrir mão do metrônomo, ou o técnico de som terá que fazer mágica na edição da bateria. Estude com metrônomo, ensaie (pelo menos os ensaios para a gravação) com metrônomo e entenda o metrônomo. É muito comum ver um ótimo batera com dificuldades na execução de determinados groovies, viradas ou até mesmo na manutenção do ritmo e andamento porque se sentem “atrapalhados” pelo metrônomo;
  6. Por último, mas não menos importante, FOCO! Concentração, disposição, paciência… essas coisas estão com certeza na maletinha de sobrevivência de qualquer músico que entre no estúdio pra gravar. Aprenda a considerar opiniões alheias… aprenda a dar opiniões… experimente tudo, toque, saia da sala pra escutar, peça opinião… Quando precisar gravar várias músicas, busque o que for mais “mentalmente confortavel” pra você. Se gravar uma atrás da outra, ou se dar um intervalo entre elas pra “esvaziar” um pouco a mente. Seja produtivo! Não invente! Faça o que já está definido e se for criar, use recursos que  você domina, pois você pode acabar metendo os pés pelas mãos ao tentar executar algo que você ainda não domina completamente;

Fica a dica… as dicas! Pros paneleiros, vamos começar o ano com tudo aih! No próximo post vou falar sobre um batera que você vão curtir! Abraço!

Victor Slave
Victor Slave

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Final de Ano

Opaaa… já estava com saudade do meu próprio blog 😛

A correria do final do ano acaba nos tirando o tempo e a paciência, mas hoje encontrei um pouquinhos dos dois e resolvi postar aqui o último do ano! Na verdade nem vou aproveitar o meu próprio momento e deixar algumas dicas.

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Final de Ano para pessoas normais já é muito corrido… programações, coisas pra resolver, parentes pra visitar ou pra receber em casa… de uma forma ou de outra, todo mundo se aperta nessa correria. Pra nós que estamos “na guerra” tocando e fazendo música, a correria parece que é dobrada, e às vezes enlouquecedora.

Saúde Orgânica, Saúde Física, Saúde Mental e Saúde Financeira: 4 Fatores que devemos dar importância.

  1. Saúde Orgânica – Com o aumento da demanda de trabalho e tempo curto é comum que o estresse e até mesmo a falta de cuidados com a saúde (até pela correria mesmo) nos façam ser acometidos por viroses e coisas do gênero. Daí, atenção redobrada com a saúde orgânica. Ingestão de vitaminas, alimentação correta (dentro do possível), proteção para com fatores do dia-a-dia como sol, ar condicionado, fumaça… evitar é mais fácil que remediar, principalmente se você está  mergulhado nesse itinerário frenético;
  2. Saúde Física – Afeta a todos, mas o batera sofre mais. O cansaço do corpo merece atenção, até porque pode levar ao item “1” que já falei. Precisamos tornar sagrados nossos momentos de descanso e de sono, que provavelmente serão pucos, mas muitíssimos preciosos. Alongamentos são mais importantes que do nunca e cuidados com o transporte do seu instrumento (peso), principalmente bateras com suas ferragens, devem ser levados a sério;
  3. Saúde Mental – Isso depende muito da carga de trabalho e do tipo e quantidade. Por vezes estamos envolvidos em mais de um projeto, o que nos traz uma situação de ter que “dividir o juízo” e tratar de dar conta de coisas diferentes. É importante ser muito organizado, reservando tempo para aprender as músicas, fazer anotações, enfim, tudo que for necessário pra facilitar o seu trabalho mental de criação, armazenamento, memória e execução. Os outros dois itens anteriores estão diretamente ligados a este como causa e como conseqüência, então vamos nos dedicar o máximo, ser organizados e fazer o nosso melhor pra no final colhermos os frutos;
  4. Saúde Financeira – Não é que vá resolver a vida de ninguém, mas quem está no meio sabe que final de ano é uma bela injeção de “ânimo” ($$$$) que recebemos! Para chegarmos lá com sucesso, precisamos estar “em dia” com todos os cuidados que sitei nos itens anteriores e mais alguns. É necessário se organizar financeiramente, para que a entrada maior não seja “anulada” por uma saída maior. Aproveite o extra pra criar uma “gordurinha”, guardar algo pra mais na frente poder investir em você e na sua música.

Vamos aproveitar com moderação todas as confraternizações, festas, shows, mas vamos cuidas para que ao final de tudo estejamos inteiros pra fazer isso ter valido a pena.

Bom final de ano pra todos!
Que Deus os abençoe e lhes permita fazer muita música por muuuito tempo!

Victor Slave
Victor Slave

PS.: Até 2013! Volto em finais de janeiro!

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Seja feita e “tua” vontade…

Hoje escrevo com a intenção de ser objetivo. No final veremos se consegui!

Estava lendo algumas revistas esses dias, e em pelo menos três ocasiões diferentes, em situações bem diferentes, li sobre fazer o que se pede. Em geral, referindo-se a um batera que toca acompanhando alguém.

A situação pode se apresentar de diversas maneiras, mas no final das contas, vale a educação, controle, discernimento e domínio do músico para que as coisas deem certo.

Existem “Três vontades” que podem se apresentar até mesmo todas elas na mesma situação: A MINHA vontade, a vontade do AUTOR (compositor) e a vontade da MÚSICA.

A minha vontade é fácil de saber (hehe). É aquilo que eu QUERO fazer na música. Alguém me traz uma música e eu imagino do meu jeito e essa é a minha vontade.

A Vontade do compositor é o que ELE imaginou para a música. Ele traz a música e apresenta à banda e diz que imaginou um clima “A” ou “B” , enfim… explica o que ele quer passar com a composição.

A Vontade da música, que é um termo até esquisito, diz respeito àquilo que a obra “pede”. Quando se toca uma música, mesmo que ainda crua, ela nos traz idéias de como “tratá-la”, e isso depende muito da sensibilidade do músico.

A dica que deixo une as três. Sempre use a sua sensibilidade pra perceber o que a música pede e ponha isso acima da sua vontade. Se possível, torne isso a sua vontade e você já facilita as coisas. Por fim leve o resultado dessa química à composição e tente usar aquilo que o compositor traz como intenção da música. É muito importante que a ideia que levou o compositor a conceber a obra seja mantida e se possível destacada, até mesmo para que se faça entender melhor.

Contribua, dê suas ideias, tempere a ideia inicial, mostre outros pontos de vistas, mas não permita que no processo de composição e arranjo se perca aquilo que inspirou o autor.

Um músico contratado, na prática, muitas vezes não tem tanta vez de opinar, então ponha sua alma no que você faz!!

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Técnica x Paixão

Quando falamos em técnica aplicada a um instrumento, é comum que a nossa mente nos traga uma imagem de uma pessoa concentrada, estudando, praticando repetições; disciplina, organização… Já se eu te falar que vi um cara tocando e descrever a performance como algo com muita paixão, sentimento, para alguns pode parecer algo mais simples, porém mais intenso, do que se eu tivesse descrito como uma performance técnica; Nesse caso já pereceria algo mais rebuscado, impecável…

A verdade é que o título provoca um pensamente, que é até comum por aí a fora, de que Técnica e Paixão são descrições de estilos opostos, ou divergentes. Culpa da mania automática que todos nós temos, mas não é verdade.

No início do post coloquei uma foto de um batera… um mestre batera que até já citei outras fezes por aqui, que alia as duas coisas. Dom Famularo é extremamente técnico, o que se vê facilmente quando se observa ele tocando. Do mesmo modo facilmente perceptível, é a paixão que ele põe na bateria. Não só sentimento (Feeling), mas a alegria escancarada de um batera que ri enquanto toca, que deixa claro que está se divertindo e fazendo aquilo que mais ama na vida… tudo isso sem deixar a técnica apuradíssima de lado.

O domínio da técnica permite ao baterista tocar com paixão plenamente… melhor: O domínio da técnica permite ao baterista expressar de forma mais intensa e verdadeira toda a paixão que há dentro dele.

Pra que se diga, eu não to aqui falando de paixão referente a execução da música. Se a música pede aquele sentimento na condução das suas partes dentro da dinâmica, um bom baterista pode fazer isso sem precisar colocar SEU sentimento em jogo. A técnica o permite demonstra um sentimento que não é dele. O sentimento, a paixão que me refiro ela transcende a música a ser executada, ela se refere a pessoa, no caso o batera… é a relação de amor entre o batera e sua bateria! Isso vai refletir no que ele toca de forma intensa SE HOUVER TÉCNICA para conseguir expressar.

Pra resumir, é como um escritor. Ele tem uma ideia, um sentimento, uma história pra contar. Isso está concebido na mente do escritor, mas ele precisa dominar as palavras para conseguir expressar isso escrevendo. Quanto maior for o domínio, melhor ele conseguirá expressar a ideia. Funciona assim com o batera.

Então caros companheiros de panelas, não vamos tentar levar tudo só na paixão… é importante que ela exista independentemente da técnica, mas vamos buscar aperfeiçoar a técnica para que as pessoas consiga sentir melhor o que você sente e dessa formar, sua arte estará completa!

Pra fechar deixo dois vídeos para degustação; Dom Famularo, de quem já falei, e Marco Minnemann, outro monstrinho destruidor que também toca com muita paixão, alegria e técnica.

Enjoy!

Dom Famularo

Marco Minnemann

Victor Slave

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Hein?

Esse post meio que vai no embalo do anterior, na categoria “depois não diga que eu não avisei” … hehehe fica a dica!

Dá pra imaginar tocar e não poder escutar plenamente o resultado da sua arte? Se você não for uma espécie – raríssima por sinal – de Beethoven, a música se torna algo quase impraticável… talvez, até praticável, mas não prazerosa.

Eu estava lendo uma coluna do “professor” Dudu Portes, sobre o qual até já postei aqui no blog (Veja AQUI), na qual ele conta uma experiência pessoal que o levou a descobrir algo que com certeza interessa (se não interessa, deveria!) a todo músico. Resumindo a história, ele estava testando uns earphones modernos que se modelam na orelha de cada um e dentre os teste, rolou uma audiometria. Resultado: “Estou Surdo!”, constatou Portes. Essa situação o levou a consultar-se com um profissional e estudar causas e estadiamento dessa perda auditiva e, lógico, décadas de prática musical de toda natureza sem o devido cuidado com a audição apareceram como “causa” desse problema.

Nós que estamos constantemente expostos a altas e baixas frequências sonoras quando ensaiamos, estudamos, tocamos e/ou gravamos, precisamos mesmo dar mais atenção a isso. O caso que citei refere-se a um baterista de mais de 50 anos de carreira, então quem ainda não chegou lá, e ainda ta escutando bem, a hora de se cuidar é agora!

Com o desgaste da nossa audição, perdemos audição para determinados tipos de frequência, fazendo com que o som não seja perfeitamente audível e prejudicando até mesmo situações da nossa vida como conversar com outras pessoas, falar ao telefone ou escutar a tv. No caso dos bateras, é mais comum que as frequência altas (agudos e médios) se percam primeiro. É nesse campo que se encontram os pratos, que estão bem na altura dos ouvidos. Portes alerta também para o uso inadvertido do um aparelho chamado Bass Shaker, um drive que se prende ao banco para vibrar, aumentando a sensação dos graves. Esse equipamento causa vibrações por todo o nosso corpo, fazendo com que percamos a sensibilidade das frequências baixas quando não o estamos utilizando… isso quando usado excessivamente e sem os cuidados com a intensidade correta.

Vamos começar a nos preocupar um pouco mais com o que é realmente importante, e uma dessas coisas é a nossa audição. Protetores de ouvido, fones na intensidade certa, higienização também ajuda (hehehe) e um dos mais importantes: DESCANSO! Quem passa muito tempo em estúdio ensaiando ou gravando deve estar atento a isso. É extremamente importante ter o momento de descanso dos ouvidos.

Ninguém vai escutar pra sempre, então vamos fazer durar o máximo e fazer valer a pena!

– – – Inspirado na coluna “VAMUTOCÁMOÇADA!” por Dudu Portes na revista Modern Drummer (NOV/12).

Victor Slave

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O Sono e a Sanidade

Humanos, esse é um post-dica do tipo que entraria na categoria “depois não diga que não avisei“.

Vou mandar algo sobre a conservação da sanidade baterística… claro que serve pra todos os outros músicos que nos acompanham 😛 .

Com um dia a dia corrido e cheio de trabalho, é comum que cheguemos ao final do dia ou da noite… ou ao começo do dia (se é que vocês me entendem) com aquele cansaço agudo irreversível level hard. Nessas horas é cama e “amanhã é outro dia”! Quando aplicamos isso a uma semana, ou um mês, o resultado pode ser um pouco mais que cansaço, pode ser um estresse alto, com sinais de “insanidade” do tipo, esquecer as coisas, não se concentrar direito, não ter paciência e coisas do tipo… Esse resultado é NORMAL!

Por vezes, e esse tem sido o meu caso em particular, estamos envolvidas em vários projetos diferentes, fazendo com que tenhamos que “particionar” o nosso  “HD” e reprogramar-nos a cada troca de banda. Eu mesmo estou passando por um situação em que tenho trabalhado com três coisas beeemmmm diferentes. Em estilo e em finalidade. Nesse caso, é necessário manter a sanidade pra não pirar os miolos!

A dica que deixo nesse artigo, pra quem ainda não percebeu está no título, é o SONO! Administrar bem o sono é a melhor forma de manter a mente trabalhando em alta. Não to falando naquela BALELA de dormir cedo e acordar cedo. To falando de dormir o necessário e valorizar esse momento de sono. Torne uma espécie de momento sagrado. Vai acontecer, mais cedo ou mais tarde, de você precisar dormir pouco ou até virar em turno duplo, e não existe forma de se recuperar o sono perdido… perder, perdeu … já era! Então organizar bem o dia desde o início e incluir o tempo de dormir é fundamental pras coisas caminharem num bom caminho.

Descansar a mente é preciso! Eu vou apagar a minha por umas 7 horas pelo menos!!!

Good Dreams Drummers!

Victor Slave

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O Solo

Já faz algum tempo que li uma crônica de Dudu Portes numa Modern Drummer – há uns bons 3 ou 4 anos – onde ele meio que criticava os solos de batera dos tempos atuais.

Um dos grandes mestres da arte das panelas, Portes havia se cansado dos solos “fritados” e cheios de velocidade e… só velocidade mesmo. Claro que tem a técnica, mas técnica tem que ter mesmo até porque é o mínimo que se espera de um solista. Na verdade a grande sacada está em como aplicamos a técnica que temos, não quanto de técnica temos, afinal, espera-se que um músico busque sempre aprimorar a técnica praticando e buscando novas formas de execução, mas a criatividade, o “swing”, o “Feeling”, a pegada não se aprende em métodos.

Na época fiquei interessado e meio que concordando. Busquei então videos de solos pra comprovar (ou não) aquilo que Dudu Portes havia escrito. Hoje concordo totalmente.

Dom Famularo

Os solos de bateria se tornaram realmente maçantes e cheios de repetições de exercícios rudimentares executados em alta velocidade com combinações, mas nada que vá muito além disso. Eu realmente passei a sentir a falta de alegria, criatividade… o batera que se diverte tocando um solo e consegue divertir o público mostrando sua técnica de uma forma descontraída. Uma característica típica de antigos bateristas como Krupa, Buddy Rich e o mestre Dom Famularo.

Eu mesmo sempre curti solos de bateria com alguma base melódica, mesmo que em forma de sample, onde o batera frita em cima dela. O fato de existir um “acompanhamento” faz com que o solo se torne, até por necessidade, mais rítmico e mais legal de se escutar. Um Drum & Bass também cai muito bem.

Neil Peart (Rush)

E para demonstrar o que estou escrevendo vai um videozinho de um carinha que dispensa qualquer comentário; pela história, pela musicalidade, pela técnica e pela velocidade também, até porque ele é inspiração pra muitos fritadores atuais… mesmo que apesar de ser da “velha guarda” é bastante atual no que diz respeito à música.

Fica aqui a dica pros solistas e aspirantes; Vamos tentar mostrar mais daquilo que o batera mais entende que é ritmo e dinâmica. Um solo pode sim ser muito técnico, muito rápido, até agressivo sem precisar ser só batucadas rápidas e sem “vida”.

Apesar do que possa parecer para alguns que estão fora da “elite baterística”, a arte da bateria não consiste em bater, mas em tocar. Vamos bater menos e tocar mais e mostrar como fazemos boa música mesmo sem soprar, teclar ou usar cordas! 😛

Victor Slave

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Alexandre Aposan – Aos Som dos Tambores

Essa semana parei pra escutar um álbum que tinha baixado, mas ainda não tinha escutado. Não foi por falta de interesse ou curiosidade, pelo contrário, estava mesmo esperando ter um momento com tempo pra poder escutar “bem escutado” porque já imaginava que o que me esperava era algo denso com muita coisa boa para apreciar. Não me decepcionei!

“Ao Som Dos Tambores” é um álbum lançado em 2009 pelo batera Alexandre Aposan. Um monstrinho das penelas que destrói no palco. Um cara que realmente me impressionou principalmente ao vivo.

O Cd é um apanhado de músicas que seguem a linha “black”, passado pelo soul, hip hop, rock. Partipações de vários músicos, entre eles o rapper Pregador Luo, e arranjos arrojados, em alguns momentos se aprofundando num mar denso e cheio de detalhes técnicos e muito criativo.

Como disse lá no início do post, eu esperava muito desse álbum, pelos nomes envolvidos, principalmente (e pra mim já é o suficiente) Alexandre Aposan.

Quem não conhece esse batera pode buscar por vídeos no Youtube, onde há vários vídeos dele tocando sozinho em workshops ou com o Oficina G3, e até participando com outras bandas. O cara é bem rodado, e pelo jeito soupe sugar o melhor por onde passou.

Acesse o website oficial do Aposan AQUI
No Site você pode também comprar o CD “Ao Som dos Tambores”, bem como fazer downloads de outros materias.

Faça o download do cd “Ao Som dos Tambores” AQUI

Vai ai um aperitivo! http://www.youtube.com/watch?v=LoggydE_P3w

Victor Slave