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KIKO FREITAS

Kiko Freitas nasceu em Porto Alegre a 16 de Agosto de 1969.

Aos quatro anos de idade começou a tocar bombo legüero (instrumento típico do Rio Grande do Sul e Argentina) acompanhando seu pai, o músico Telmo de Lima Freitas. Sua mãe Beatriz Castro sempre cantou vários estilos musicais, o que influenciou Kiko na continuidade da sua relação com a música.

Aos oito anos iniciou-se nos estudos de violão e ao mesmo tempo tocava em caixas de jogos, potes plásticos e gaiolas, inclusive gravando suas “performances” para ouvi-las depois. Aos doze anos veio o interesse pelo contrabaixo com a formação de uma banda dentro da sua família.

Seus primos Carlos e André tocavam guitarra e cantavam, sua irmã Ana tocava guitarra e o baterista era Luiz Paulo, o Alemão. Com a falta do Alemão em alguns ensaios, Kiko começou a tocar bateria intuitivamente. A paixão pelo instrumento nasceu ali e o acompanha até hoje.

Aos 16 anos teve aulas com Argos Montenegro, com quem teve uma visão prática do instrumento.

Buscando maior aprofundamento, Kiko iniciou seus estudos de teoria musical na escola da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Enquanto isso, teve seus primeiros trabalhos profissionais em 1987.

Paralelamente, continuou seus estudos como autodidata buscando sempre a informação em métodos de técnica, leitura, independência conseguidos com muita dificuldade e ouvindo os grandes mestres da bateria.

Teve contato com os rudimentos através dos livros de bateristas como Gene Krupa, Jim Chapin e Joe Morello. Começou a analisar e transcrever solos de Gene Krupa e Buddy Rich e também iniciou pesquisas sobre os estilos de bateristas brasileiros como Milton Banana, Edson Machado, Nenê, Paulo Braga, Robertinho Silva, Carlos Bala, Pascoal Meirelles entre outros. Mas foi quando Kiko encontrou o maestro e pianista Paulo Dorfman que a linguagem do Jazz começou a ser absorvida e fazer parte de sua própria linguagem. Paulo convidou Kiko para fazer parte do seu quarteto que tocava no clube Sala Jazz Tom Jobim, em Porto Alegre. Com Paulo, Kiko entrou em contato com vários aspectos da bateria do Jazz

Nos anos 90, Kiko Freitas já era um dos bateristas mais requisitados para shows, gravações e workshops, tendo sido convidado pelo grande contrabaixista Nico Assumpção para gravar seu trabalho solo e sendo indicado pelo mesmo para várias outras gigs no centro do país, tendo tocado com nomes muito importantes como Michel Legrand, Frank Gambale, Jeff Richmann, Jeff Andrews, Cliff Korman, Armando Marçal, Luiz Avellar, Ney Conceição, Nelson Faria, Edsel Gomez, Nivaldo Ornellas, Ricardo Silveira, Widor Santiago, Idriss Boudriua, Rafael Vernet, Frank Solari, Renato Borghetti, Jamil Joanes, Vítor Ramil, Ricardo Baumgarten, Chumbinho, Fábio Jr. com o qual gravou o programa “Fábio e elas” acompanhando diversas cantoras do cenário brasileiro.

Em 1996 foi convidado pelo pianista americano David Goldblatt para ir a Los Angeles. Lá, Kiko teve contato com grandes músicos da “cena” jazzística americana como Dough Lunn, Vadeem Zilberstein, John Leftwich e a grande oportunidade de verificar se suas pesquisas autodidatas eram procedentes estudando com Dave Weckl. Em viagem a Cuba com o músico gaúcho Ernesto Fagundes, Kiko Freitas estudou ritmos afro cubanos com o grande percussionista Changuito, criador do Songo, e também pesquisou bases da cultura afro daquele país, além de ter tocado ao lado de Ricardo Baungarten no maior Jazz club de Havana.

 

Em 1997, ao lado de Nico Assumpção e Luiz Avellar, Kiko participou da tour do guitarrista Frank Gambale. Por indicação do próprio Nico, em 99 juntou-se à banda do grande compositor e instrumentista João Bosco, após ter feito a tour do grande Pianista e Maestro Michel Legrand também com Nico.

João Bosco e Kiko Freitas (2002)

Continuando a parceria com Nico Assumpção e Luiz Avellar, já em 2000, foi gravado o cd ao vivo “Tocando Victor Assis Brasil”. No mesmo ano Kiko e Nico tocaram com Michel Legrand em seu concerto com Big Band e Orquestra.

Como educador, tem realizado workshops em todo o país e no exterior em eventos como: Encontro de Bateristas Brasileiros, Mestres da Bateria em Workshop, Salão Internacional da Bateria, Encontro Latino Americano de Percussão (UFSM), Memorial de Curitiba, Conservatório de MPB, Universidade de Música de Göteborg, na Suécia, além de diversas clínicas individuais. No ano de 2001, em Porto Alegre, formou-se o Kiko Freitas trio com Ricardo Baumgarten e Júlio “Chumbinho” Herrlein, tendo o trio tocado em diversas situações musicais como o Cascavel Jazz Festival.

Na banda de João Bosco, tem realizaso tours em todo o Brasil e exterior, inclusive ao lado do grande pianista cubano Gonzalo Rubalcaba. Kiko gravou o Cd ao vivo do cantor, violonista e compositor lançado em abril/2001 e em 2003 gravou o CD comemorativo dos 30 anos de carreira de João, Malabaristas do Sinal Vermelho, indicado ao Grammy Latino.

No mesmo ano, o cd foi lançado em Nova Iorque com temporada de 12 concertos no consagrado clube de jazz BLUE NOTE, o que rendeu convites para novos trabalhos como a gravação do cd do vibrafonista nova-iorquino Arthur Lipner. Ainda em 2003, Kiko partiu para mais uma tour de um mês pela Europa ao lado de João Bosco. Comemorando os trinta anos de carreira de Bosco, foi feito um show de lançamento do seu Song Book, onde Kiko acompanhou ao lado de Nelson Faria, Ney Conceição, Carlos Malta, Marco Lobo e Amleto Stamato, um time de estrelas da MPB: Milton Nascimento, Djavan, Beth Carvalho, Tunay, Zélia Duncan entre muitos outros.

Paralelamente, Kiko, Ney Conceição e Nelson Faria criaram um trio instrumental, tendo gravado vários temas com a participação do saxofonista e flautista Carlos Malta. Em Janeiro de 2004, Kiko Freitas ministrou aulas na Escola de Música de Brasília onde tocou ao lado de grandes instrumentistas de renome internacional como Jeff Andrews, Cliff Korman, Sérgio Galvão, Lula Galvão, Alexandre Carvalho, Renato Vasconcelos, Rômulo Duarte, Genil Castro, Adriano Giffoni entre outros.

Kiko, Ney e Nelson excursionaram pela Suécia tocando com a cantora Karolina Vucidolac. Os shows terminaram com a gravação do cd de Karolina no fantástico Bohus estúdio (pilotado pelo grande engenheiro de som Öke) em Götheborg, com participação do pianista Daniel Turano e do saxofonista Anders Hagberg. O cd será lançado pelo selo IMOGENA records do competente Johan Johansson. Foram feitos ainda diversos Workshops pela Suécia divulgando a música brasileira.

 

Em março de 2010, pela terceira vez, Kiko Freitas tocou com o genial Michel Legrand, gravando com ele um cd em homenagem ao Pianista Luiz Eça. Deste cd também participaram Ivan Lins, Francis Hime, Idriss Boudrioua, Sérgio Barroso, Jacques Morelenbaum, Zé Nogueira, Jessé Sadoc entre outros grandes nomes.

Michel Legrand e Kiko Freitas
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