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Dudu Portes – “O Paizão”

Dudu Portes, músico de muito respeito no meio musical, possuidor de sonoridade e técnica inegáveis, entrou para o mundo da música aos 13 anos quando, após pedir a mão de sua irmã em casamento, seu cunhado, agora “um homem sério”, o fez herdeiro de sua velha bateria

Desde sua primeira apresentação num programa de TV, SS Show em 1965, o sucesso sempre o acompanhou. Como baterista de Jazz, participou dos festivais e das jams no auditório da Folha de São Paulo; na mesma época, participou do movimento da Bossa Nova tocando em festivais estudantis, Teatro de Arena, Teatro Oficina, culminando com apresentações no programa de TV de maior importância na época, em termos de MPB: “ O Fino da Bossa”.

Dudu Portes, apaixonado pelo novo e pelas mudanças radicais, pulou dos melindres do Jazz e do clima preconceituoso da Bossa Nova, para o rock pesado de “O BANDO”, grupo que trabalhava com duas baterias e que havia caído nas graças dos “Papas do Movimento Tropicalista”. Dudu Portes tinha agora como “grandes padrinhos” e entusiastas, o trio de maestros mais cotado do movimento: Julio Medaglia, Rogério Duprat e Damiano Cozzela, resultando em “Concerto para Bateria e Cordas”, com a Sinfônica e tudo o mais. Daí foi para a estrada do rock e do blues com Tony Ozanah, Lannie entre outros. Em seguida mudou para o rock progressivo do Scaladacida com Richie, Fabinho, Bartô e Sergio Cafa. Mais uma vez largou tudo indo para o Rio de Janeiro, tocar “samba para turista” no Cassino Royale, onde trabalhou com Paulinho da Costa (o percussionista preferido de um dos maiores arranjadores da atualidade: Quincy Jones). A saudade de casa e o gosto pelo desafio, fizeram Dudu Portes radicalizar novamente; agora enveredava pelos caminhos da percussão lançando a moda de usar apitos, pau de chuva, misturar caxixi com bombo leguero e tocar tambor de óleo com tamancos em gravação de música sertaneja. Junto com Carlão de Souza, Marcinho Werneck, Rodolpho Grani e Sérgio Mineiro, montaram o Grupo Água, que acompanhou Renato Teixeira nos seus principais sucessos como: Romaria, Cavalo Bravo, Frete (tema da série Carga Pesada da rede Globo). Mais uma vez, a féerie com que tocava a bateria o cobrava: “E o vigor? E a pegada?”. Pronto, ele radicalizou novamente indo agora para a fúria do Humahuaca, grupo de “fusion” que tocava pesado a música latina com sotaque de jazz rock, explorando ao extremo os compassos compostos.O grupo era muito bom, rapidamente chamando a atenção da crítica e de gente importante, como Elis Regina, que nessa época começava a trilhar o caminho da produção de discos e espetáculos, onde junto com César Camargo Mariano (seu marido) e Rogério Costa (seu irmão) criaram a “TRAMA”, uma produtora à caça de novos talentos.

Em 1975 Elis levou o Humahuaca para estúdio; o grupo ia gravar o seu primeiro disco. Na quarta faixa o Humahuaca perdia o seu baterista. Para apagar terrível incêndio na produção, Dudu Portes estreava no “Falso Brilhante” realizando um antigo desejo (nos idos da Bossa Nova vendo-a cantar no “Beco das Garrafas” acompanhada por Dom Salvador, Serginho Barroso e o memorável Edison Machado disse para si mesmo – “Eu ainda vou tocar com essa mulher), o som era muito bom de fazer, Cesar Mariano, Natan Marques, Crispin Del Cistia e Wilson davam a liberdade de criar e tocar que Dudu Portes sempre quis ter para sua realização como músico – surgia a & Cia.. Com a notícia da gravidez de Elis, o Falso Brilhante foi obrigado a dar um tempo, afinal, Pedro Camargo Mariano estava a caminho. Nesse momento a “& CIA.” partia para um trabalho solo gravando um dos melhores discos de música instrumental de todos os tempos “São Paulo – Brasil”, disco que resultou num espetáculo teatral com o mesmo nome (Dudu Portes aparecia com uma novidade neste espetáculo: além de bateria e percussão, ele tocava guitarra em Imigrantes, música de Natan Marques e Crispin Del Cistia). Terminada a temporada a “& CIA.” partiu para gravações em estúdios arranjando, produzindo e acompanhando vários artistas como João Bosco, Simone, Rita Lee, entre outros. Cesar se empolgava com a sonoridade mais pesada da “& CIA.”, a tal ponto que resolveu dividir o palco com o que havia de mais expressivo em termos de Rock Pesado durante “I° Festival Latino Americano de Rock” no Ginásio do Ibirapuera . E a Elis? Agora ela já estava vindo com novo espetáculo “Transversal do Tempo” e com ele a correria das viagens. A estréia foi em São Paulo, seguiu para o Rio, Porto Alegre e depois Europa onde Dudu Portes se consagrou como baterista, obtendo elogios da crítica em todos os países por onde passou, recebendo vários convites para atuar e desenvolver uma carreira solo. De volta para o Brasil, Dudu Portes resolveu mudar tudo de novo. Radicalizou? Sim, e desta vez enveredou pelos caminhos da propaganda e da música para cinema, tendo sido premiado pela ABAP, Clio Awards, FIAP e Prêmio Colunistas, entre outros. Após sete anos como diretor de som no RTV da ALMAP/BBDO, Dudu Portes partiu para o seu próprio negócio montando uma produtora de comerciais. Após mais sete anos como dono de estúdio e vendo que o “apenas empresário” não era feliz, o Dudu Portes “músico” está de volta à estrada.

Dudu Portes já gravou com: O Bando, Gal Costa, Hermes Aquino, Walter Franco, Flying Banana, Doris Monteiro, Papete, Claudio Denis, Earl Hines, Marva Josie, Sirlan, Claudio Cartier, Amelinha, Fagner, Hanah, João Bosco, Ivan Lins, Claudia Savaget, Simone, Renato Teixeira, Almir Sater, Milton Nascimento, O Quarteto, Elis Regina, Cesar Camargo Mariano, Placa Luminosa, Rita Lee, Dori Caymi, Heraldo do Monte, Hermeto, Arismar do Espírito Santo, Chico Batera.

DUDU PORTES JÁ TOCOU COM: BOSSA TEMA TRIO, LIGAÇÃO 3, CIDO BIANCHI, JONY ALF, STAN GETZ, O BANDO, GAL COSTA, MARIA ALCINA, GILBERTO GIL, VINÍCIUS E TOQUINHO, QUARTETO EM CY, RENATO TEIXEIRA, JOÃO RICARDO, HUMAHUACA, DORIS MONTEIRO, IVAN LINS, MILTON NASCIMENTO, RITA LEE, ELIS REGINA, CESAR MARIANO, TÉO DE BARROS, SILVIA GÓES, ARISMAR DO ESPÍRITO SANTO, HERMETO, CHICO BATERA, JAZZ INC., ENTRE OUTROS.

ATUALMENTE: VEM DESENVOLVENDO PRODUTOS ELETRÔNICOS, INSTRUMENTOS DE PERCUSSÃO E DEVIDO À SUA LARGA EXPERIÊNCIA E GRANDE CONHECIMENTO DA MATÉRIA, VEM DANDO ASSESSORIA E CONSULTORIA TÉCNICA PARA DIVERSOS FABRICANTES NACIONAIS COMO FISCHER, TORELLI, STAFF DRUM, GOPE, BAUER, LUEN E, TAMBÉM, PARA IMPORTADORES. DUDU PORTES É EDITOR TÉCNICO DA REVISTA BATERA ONDE RESPONDE PELA PARTE DE TESTES E ANÁLISE DE PRODUTOS. DUDU PORTES TAMBÉM TRABALHA NA DIREÇÃO DO “BRONX MUSIC CENTER”, UM ESPAÇO TOTALMENTE DEDICADO A SHOWS, EVENTOS, CRIAÇÃO, PRODUÇÃO, GRAVAÇÃO E PROPAGANDA. ENFIM, TUDO REFERENTE À MÚSICA.


Dudu Portes assina as novas peles profissionais para bateria da LUEN e também seu exclusivo modelo de baquetas desenvolvido para a MICHAEL.

3 comentários em “Dudu Portes – “O Paizão”

  1. […] Dudu Portes – “O Paizão” […]

  2. dudu portes gostaria de saber swe essa pele da luen drumheads são boas mesmo.

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