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REC

Aqui estou eu! Voltando de 15 dias de descanso, longe da correria da cidade. Pra abrir 2013, vou escrever algo sobre a primeira coisa que fiz na batera em 2013: GRAVAÇÃO!

drum recordingEntrar num estúdio pra gravar é bem diferente que fazê-lo para ensaiar. A rotina da gravação carrega consigo algumas peculiaridades que fazem toda a diferença. A começar pela montagem da bateria, posicionamento dos microfones e timbragem dos tambores bem como a  regulagens dos microfones, tudo é muito mais cuidadoso e detalhado que uma simples sessão de ensaio.

Pra começar, um batera deve carregar consigo algumas propriedades/ferramentas pra que tudo dê certo e se conclua da melhor forma possível.

  1. Você deve saber o que fazer na música que você vai gravar. Não dá pra chegar no estúdio e ficar “compondo” a linha de bateria da música. Então ensaios pré-gravação são de extrema importância pra se definir isso. Se for necessário faça anotações… o que nos leva ao próximo tópico;
  2. Aprendar a ler. É bom estudar partitura, porque é muito mais completa e universal, mas se não quer ir na partitura, você deve dar um jeito de anotar, fazer observações sobre entradas, saídas, paradas, solos, alterações, etc… Enquanto você está gravando, as anotação vão refrescando a memória!;
  3. Você deve definir o seu setup. O que usar, onde usar, quando usar e em que posição montar as peças do seu kit. Isso interfere diretamente não só na otimização da montagem e do tempo de gravação, como também no conforto do batera durante a gravação;
  4. É importante dominar o instrumento no que se refere, por exemplo, a afinação. É de extrema importância que você saiba o que fazer para melhorar frequencias e até chegar em timbres diferenciados para momentos específicos no que será gravado;
  5. Intimidade com o metrônomo. É algo que muitos não dão tanta importância… até entrar no estúdio de gravação e se deparar com a situação. A bateria geralmente é o primeiro instrumento a ser gravado, então não se pode abrir mão do metrônomo, ou o técnico de som terá que fazer mágica na edição da bateria. Estude com metrônomo, ensaie (pelo menos os ensaios para a gravação) com metrônomo e entenda o metrônomo. É muito comum ver um ótimo batera com dificuldades na execução de determinados groovies, viradas ou até mesmo na manutenção do ritmo e andamento porque se sentem “atrapalhados” pelo metrônomo;
  6. Por último, mas não menos importante, FOCO! Concentração, disposição, paciência… essas coisas estão com certeza na maletinha de sobrevivência de qualquer músico que entre no estúdio pra gravar. Aprenda a considerar opiniões alheias… aprenda a dar opiniões… experimente tudo, toque, saia da sala pra escutar, peça opinião… Quando precisar gravar várias músicas, busque o que for mais “mentalmente confortavel” pra você. Se gravar uma atrás da outra, ou se dar um intervalo entre elas pra “esvaziar” um pouco a mente. Seja produtivo! Não invente! Faça o que já está definido e se for criar, use recursos que  você domina, pois você pode acabar metendo os pés pelas mãos ao tentar executar algo que você ainda não domina completamente;

Fica a dica… as dicas! Pros paneleiros, vamos começar o ano com tudo aih! No próximo post vou falar sobre um batera que você vão curtir! Abraço!

Victor Slave
Victor Slave

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