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Hein?

Esse post meio que vai no embalo do anterior, na categoria “depois não diga que eu não avisei” … hehehe fica a dica!

Dá pra imaginar tocar e não poder escutar plenamente o resultado da sua arte? Se você não for uma espécie – raríssima por sinal – de Beethoven, a música se torna algo quase impraticável… talvez, até praticável, mas não prazerosa.

Eu estava lendo uma coluna do “professor” Dudu Portes, sobre o qual até já postei aqui no blog (Veja AQUI), na qual ele conta uma experiência pessoal que o levou a descobrir algo que com certeza interessa (se não interessa, deveria!) a todo músico. Resumindo a história, ele estava testando uns earphones modernos que se modelam na orelha de cada um e dentre os teste, rolou uma audiometria. Resultado: “Estou Surdo!”, constatou Portes. Essa situação o levou a consultar-se com um profissional e estudar causas e estadiamento dessa perda auditiva e, lógico, décadas de prática musical de toda natureza sem o devido cuidado com a audição apareceram como “causa” desse problema.

Nós que estamos constantemente expostos a altas e baixas frequências sonoras quando ensaiamos, estudamos, tocamos e/ou gravamos, precisamos mesmo dar mais atenção a isso. O caso que citei refere-se a um baterista de mais de 50 anos de carreira, então quem ainda não chegou lá, e ainda ta escutando bem, a hora de se cuidar é agora!

Com o desgaste da nossa audição, perdemos audição para determinados tipos de frequência, fazendo com que o som não seja perfeitamente audível e prejudicando até mesmo situações da nossa vida como conversar com outras pessoas, falar ao telefone ou escutar a tv. No caso dos bateras, é mais comum que as frequência altas (agudos e médios) se percam primeiro. É nesse campo que se encontram os pratos, que estão bem na altura dos ouvidos. Portes alerta também para o uso inadvertido do um aparelho chamado Bass Shaker, um drive que se prende ao banco para vibrar, aumentando a sensação dos graves. Esse equipamento causa vibrações por todo o nosso corpo, fazendo com que percamos a sensibilidade das frequências baixas quando não o estamos utilizando… isso quando usado excessivamente e sem os cuidados com a intensidade correta.

Vamos começar a nos preocupar um pouco mais com o que é realmente importante, e uma dessas coisas é a nossa audição. Protetores de ouvido, fones na intensidade certa, higienização também ajuda (hehehe) e um dos mais importantes: DESCANSO! Quem passa muito tempo em estúdio ensaiando ou gravando deve estar atento a isso. É extremamente importante ter o momento de descanso dos ouvidos.

Ninguém vai escutar pra sempre, então vamos fazer durar o máximo e fazer valer a pena!

– – – Inspirado na coluna “VAMUTOCÁMOÇADA!” por Dudu Portes na revista Modern Drummer (NOV/12).

Victor Slave

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