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Performance ON x Performance OFF

Recentemente tive oportunidade de debater com uma turma casca grossa da música, inclusive músicos de outros instrumentos, sobre o comportamento de jovens músicos, jovens aprendizes de música com relação à performance. Claro que não vou falar sobre todos os aspectos, porque foram algumas dezenas (hehehe), mas especialmente sobre um; A performance NO PALCO e FORA DO PALCO.

Eu, como professor, tenho tido oportunidade de observar as mais diversificadas formas de comportamento na bateria durante o a prática, o estudo. É interessante observar como cada um trata esse momento de estudo do seu jeito… e não é que exista um jeito ERRADO de se comportar, mas existem formas que vão somar mais e assim mostrar resultados mais rapidamente.

Pela internet podemos encontrar facilmente milhares de videos de bateristas de partes do mundo que nem sabíamos que existia… claro que a gente sempre busca mais aquele que nos inspira mais, o que admiramos, somos fãs ou simplesmente um que domina uma técnica que queremos evoluir ou aprender. Isso é muito bom, mas, como efeito colateral, tem criado alguns “imitadores de performances”. Um batera ainda em faze de aprendizado assiste a um vídeo de um batera consagrado fazendo “malabarismos” na bateria e acaba pondo isso também na mochila, ou seja, muitas vezes até perde o foco da técnica e musicalidade, prendendo-se à performance.

Já presenciei uma situação onde um aluno praticava um exercício simples de manulação (exercício de mão), mas errava em diversos trechos porque estava sempre tentando rodar a baqueta enquanto praticava. Pode isso? Pode! Mas isso vai ser um enorme atraso.

Um palhaço não ensaia suas piadas com a cara pintada, ou um ator quando está decorando seus textos, com certeza não está maquiado. Isso é foco.

Quando estudamos, o nosso foco não deve ser a performance, na hora certa haverá espaço pra isso, mas quando estamos no nosso momento de prática e estudo, devemos focar na prática e no estudo.

Certa vez, um baterista muito renomado disse a seguinte frase: “Pratos nas alturas? Isso é coisa de vídeo clipe!“. Quer dizes, você pode usar pratos altos? sim, se isso for confortável pra você, mas na situação ele deixou bem claro seu lado performático, explicando que na hora de estudar e até em seus workshops ele focava no conforto para a melhor execução.

Não existe ação performática que transforme um baterista ruim num bom baterista. É imortante primeiro se tornar um bom baterista, dominar a técnica, ser preciso e necessário e aí sim vamos rodar baquetas,tocar em pé, fazer “firulas” e talz… Eu nunca vi se confeitar um bolo que ainda não está pronto, tão pouco um bolo ruim ficar gostoso porque a cobertura está muito bonita.

Tenha conteúdo! Busque conteúdo! …. depois você embrulha um bom conteúdo numa bela embalagem e aí sim o presente está completo!

Victor Slave

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