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A Mão Esquerda

# Antes de começar “de fato” este post fica uma observação… se você é canhoto, faça o que o canhoto sabe fazer melhor que ninguém: inverta tudo e adapte o texto pra sua mão DIREITA! heheheh #

A MÃO ESQUERDA
Caros bateras, venho através deste artigo tocar na ferida da maioria dos bateristas… isso porque somos em maioria destros.

É verdade que a “Independência dos Membros”, que obviamente inclui ter “destreza” em ambos os lados, é um dos objetivos do batera desde o início dos strokes… mas isso é difícil pra chuchu … com o perdão do “chuchu”.

Ao longo da minha curta, porém diversificada experiência como professor tenho visto muitas formas de tentativas FRUSTRADAS de atalhos para que a mão esquerda consiga acompanhar a direita. É engraçado como cada um de nós descobre de uma forma diferente que não tem jeito. Isso mesmo, NÃO TEM JEITO!

Enquanto formos seres humanos com uma vida que envolva outras coisas fora da bateria como escovar dentes, segurar o talher… ou cortar com a faca, coçar, usar uma maçaneta, usar o controle remoto, segurar objetos arremessados, celular, escrever, mouse, digitar usando 3 ou 4 dedos da mão direita e apenas 1 da mão esquerda… são coisas que todos fazemos com nosso lado dominante, não dá pra sentar na batera e esperar que o outro lado funcione com a mesma habilidade.

Mas nada disso é justificativa para não alcançarmos a destreza necessária para se tocar bateria com os “dois lados” do nosso corpo, até porque se a gente for começar a falar também da perna esquerda esse post vai virar um método 😛 .

O que acontece é que evoluímos quando exercitamos, porém temos a mania de achar se conseguimos com uma das mão já é alguma coisa… por acaso o iceberg está fora da água ou dentro? Se considerarmos que aquela pontinha fora “já vale”, então ele está fora… mas vamos lá, NÃO VALE! Se a nossa mão direita ta 10 e a esquerda 5 o que temos? um cara troncho! É mais útil que as duas estejam 5, assim você pode não conseguir alçar grandes vôos por enquanto, mas conseguirá voar a meia altura com muita segurança e constância.

Pense num pai que vai pedalar com o filho pequeno. Ele não vai embora na frente esperando que o filho o acompanhe, pois sabe que tem mais habilidade, força e resistência que o filho, ele reduz a sua intensidade e acompanha o filho até que ele evolua e o permita se dar um pouco mais intensidade.

Assim deve ser nosso trabalho de mãos; uma ajuda a outra. Dessa forma você evolui de maneira homogênea e consistente. Corra de atalhos, a chapeuzinho vermelho já se deu mal nessa coisa de atalhos :P, você não vai querer entrar nessa.

Se a tua mão esquerda te faz errar, então põe ela pra exercitar dobrado usando sempre a sua mão direita como referência, mas não se deixando enganar pela “moleta” que ela pode se tornar.

Victor Slave

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